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Número da coleção
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4625_silvia_branco
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Nome(s) do(s) produtor(es)
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Silvia Soares Rio Branco
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Vínculo
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Servidor(a)
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Unidade da Fiocruz
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Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (COGEPE)
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Data de produção
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2021-03-21
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Título
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Contribuição de Silvia Soares Rio Branco ao projeto "Arquivos da Pandemia: Memórias da Comunidade Fiocruz".
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Relato(s)
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Experiências de trabalho durante a pandemia:
"Se reinventar, adaptar para atendimento on line, e assim poder continuar atendendo as demandas diárias. Trabalhar em casa é estranho, meu trabalho é coletivo, de equipe, já senti uma grande solidão em não poder estar com meus colegas de trabalho. O rodízio é ainda mais estranho, uma sala com dez mesas e somente eu lá, de plantão. Vem logo vacina!"
Mudanças de hábito que ocorreram durante a pandemia:
Estávamos felizes, minha filha se preparando para casar. Veio a Pandemia e o mundo parou. Esperamos as soluções e nos surpreendemos com a negação coletiva, como assim não usam máscaras?
Tudo virou de cabeça pra baixo, não sair para não se contaminar, mas tem que trabalhar, comprar comida, ir ao banco, ao médico, como faz então? Percebi que sem máscara não vou a lugar nenhum, me sinto nua, exposta mesmo. Não quero aproximação, não quero contato, logo eu que amo abraçar e beijar. Uma sensação de afogamento me invade, até quando? Será que vamos conseguir? Pára ! Não pira !
Vamos conseguir sim, temos ciência pra isso, temos competência e comprometimento público. Somos Fiocruz.
Gosto de ficar em casa, sorte a minha, porque vejo pessoas sofrendo à minha volta.
Academia nem pensar, mas posso caminhar, andar de bike em família.
Aumentou o tempo em família, isso é maravilhoso para mim que ficava até 10h fora de casa.
Meu sono não é mais o mesmo, percebi que durmo menos tempo. Procuro evitar as notícias ruins, mas elas chegam e apertam o peito e dói o estômago.
Meu apetite não é mais o mesmo. Não quero mais comer fora, no máximo me permito uma água de coco, no coco. Meu passatempo não alterou muito, gosto de filmes, séries e livros. Sinto que aumentei minha presença nas redes sociais, não tem como ficar de fora. Assim acompanho os meus familiares, amigos e afins. Seleciono o que quero saber e aprendo coisas novas.
Preservo minha mente através da minha fé e agradeço ser budista neste momento tão complexo, por me proporcionar uma mente aberta e um treinamento de vida de consciência humanizada e coletiva.
Outros aspectos:
"Gostaria de dizer que sempre tive muita honra de Ser Fiocruz, mas neste momento essa honra se multiplica e se torna gratidão por fazer parte dessa história, nesse momento. Não tenho nenhuma dúvida de que vamos conseguir, mais uma vez, fazer Saúde Pública de qualidade para nosso povo brasileiro, guerreiro e trabalhador. Vem vacina!"